sexta-feira, março 16, 2007

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A princípio, eram apenas as vozes, o som ofegante de uma respiração do outro lado da linha, a ausência do que ainda não havia se feito presente, a saudade de um não sei quê distante... e o desejo.
De repente, tornou-se vontade. A distância não calculada reverteu-se em apego. Do não ver surgiu a urgência do toque e daí... a loucura.
Até que perdeu-se a razão, e do desejo, e da loucura, fez-se o encontro. E o encontro resumiu-se em sonho, em corpos que se confundiam, imagens que se consumiam... e risos.
Dos risos, a sintonia, o peso de todas as palavras guardadas, de todos os segredos revelados, a nostalgia do estar longe, a precisão de um olhar.
E no final, já não era devaneio, nem abstração, era encanto que vertia sem controle, era o inevitável se fazendo real em momentos de fragilidade. No final, era silêncio e melodia, era o acaso transformando-se em destino. No final, eram planos, o futuro e duas almas que, inexplicavelmente, fundiam-se em apenas uma.

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