sábado, fevereiro 05, 2011

Talvez?

Não quero fazer sentido. Ainda que quisesse, bebi o suficiente para não conseguir. De qualquer forma, não me preocupa. Nada me preocupa.

Essa coisa que me fez voltar, escancarar minhas fórmulas secretas. Evil. Páginas de passado guardadas na gaveta. Me confunde perceber que nada mudou, que escondo algumas palavras mas acabo sempre expondo a essência de toda essa loucura. E é tudo sempre igual.

Um pouco tonta, erro o teclado. Sorte a minha ser sempre possível apagar o que não deve ser escrito, embora não seja possível desdizer o que não deveria ter sido dito.

Pequena, é como me sinto, embora seja grande. Frágil como um monstro gigante desprotegido. E louca. Pelas coisas que desejo, pelos medos que não tenho. Às vezes acho a vida cômica demais e trágica de menos. Talvez porque seja mais fácil dar um passo à frente quando te faltam opções. Se tudo, ou quase tudo, e todos, ou quase todos, deixassem de existir...

Eu sempre arrisquei. É só quando você começa a envelhecer que vê que é hora de parar. Eu sei, eu sei, meus vinte e poucos não são tantos... Mas me parecem muitos. E embora nada seja o que parece, eu vivo de batalhas imaginárias. E meu lado pessimista sempre vence.

O que me perturba, e justifica toda a falta de sentido, é essa sensação estranha de que me faria bem viver de novo uma história que já vivi, embora não possa dizer como, quando ou onde... Essas premissas sobrenaturais desafiando meu ceticismo.

Não me canso de dizer que nada adianta. Tento me convencer e quase consigo. Mas acabo sempre perdendo tempo em divagações.

A verdade é que é tudo muito mais simples ou muito mais complicado do que eu sou capaz de imaginar... E o sentido das coisas depende do ponto de vista do observador. Eu observo e me infiltro e, tarde demais, percebo, desapontada, que já faz tempo... E que agora, ironicamente, talvez seja tarde demais pra voltar atrás.

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