sexta-feira, outubro 05, 2007

I CAN'T go with the flow

Eu vou descobrindo coisas pelo caminho. Todos os dias me chegam notícias aos ouvidos. Algumas ruins, outras boas. Nenhuma mesmo péssima ou sensacional. O mundo anda meio morno. Essa cidade, na verdade, essas paredes andam meio mornas. O mundo eu não sei.

Eu sinto que estou me repetindo indefinidamente e não consigo parar. A verdade é que tenho tido mais de mil idéias por minuto, por segundo. E meus dedos não acompanham meu cérebro e falta tinta nas canetas e acaba sobrando só a mesmice, essas reclamações redondas, esses suicídios nas entrelinhas, esses homicídios escancarados, essa vontade batida de jogar uma mochila nas costas, deixar de pagar as contas, gastar todo meu dinheiro em uma passagem pra Europa, pra África, pra Oceania ou para o Maldito Cafundó Onde Judas Esqueceu Suas Famosas Botas e perder o vôo de volta.

Que seja! Cerveja, cigarros e Queens Of The Stone Age no player. Bah!

3 comentários:

Anônimo disse...

Ai, hoje tô inspirada!!!

Para as idéias que nunca param de chegar (FESTIVAL DO MINUTO) hahahahaha
Para acabar com a rotina do dia-a-dia (TATUAGEM, PIERCING, ALARGADOR E MUITA BAGUNÇA) entendeu alguma coisa hahahahaha

Anna Staschuk disse...

Entendiii tuuuudo!!!

Di' stante Enfim disse...

"Era sexta-feira, 14 de junho de 1979. Mãos grandes e ásperas pesavam sobre seus ombros. Fazia um frio insuportável. Chovera muito algumas horas atrás.”Quando as pessoas morrem um anjo desce do céu e as leva para lá Anna”, seu pai dizia-lhe com uma expressão apática e sombria. E ao ser perguntado porque sua esposa não acordava, repetia:”Ela está dormindo agora querida “– “foi para um lugar muito,muito distante daqui” – “não se preocupe,o papai está aqui“– “está tudo bem” – em seguida acariciava os cabelos e a testa da garotinha carinhosamente. Mas homens vestidos de preto revolviam a terra úmida com pás, jogavam-na sobre a cova recém-aberta. Mentiram para ela. Ela sabia. Sempre mentiam. Nada fazia sentido para Anna agora. Nem aquela coisinha chamada Vida. Pessoas morriam. A Vida era uma garotinha frágil no final das contas."[Sobre Anna]