segunda-feira, dezembro 17, 2007

Porque eu preciso esperar o telefone tocar e então eu acendo um cigarro e penso

É uma angústia, se é que me entende. Não saber de você, apenas supor que está bem. Dói um pouco. Uma dor latente que eu logo afasto, mas que mesmo de longe, dói.

Tem também essa saudade: saudade memória, de cinco minutos depois. Ainda preservo a tua imagem de logo agora, teu beijo, teu adeus. Mas há a saudade.

E há a vontade. De logo mais, de amanhã, de daqui a dez dias.

Nem sempre foi assim. Eu costumava ser racional. Aí me veio você. E você é meio absurdo, baby. O tempo passa devagar quando você não está. E quando está, as paisagens cinzas ganham cor.

Há a angústia. Há a saudade. Há a vontade. E eu já não me entendo mais.

Um comentário:

Di' stante Enfim disse...

Shakespeare sabia das coisas!