terça-feira, janeiro 23, 2007

Void

Era lânguido, introspectivo e fúnebre. Seu corpo pequeno preenchia por completo qualquer ambiente. Raramente sorria, um riso torto e cruel que exalava seu hálito amargo e saudosista. Seus vícios o torturavam, não tinha equilíbrio, buscava apoio. Procurava deduções, definições de si mesmo, tentava se descobrir. Sua vida era busca, sua busca: constante. Tinha um passo calmo, sinal obscuro de sua impaciência. Conhecia o mundo, alheio a sua existência, mas não se conhecia. Manipulava fatos, criava enigmas indecifráveis tentando decifrar seu próprio eu. Perdia-se em suas fantasias, encontrava-se em sua mentiras. E jamais se descobria, nem mesmo quando se cobria de respostas...

Nenhum comentário: